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A Mulher e a Identidade Coletiva

Atualizado: 14 de jul. de 2023

Ao lermos os textos de Jeremias17:14, Isaias 41:10, Salmos 107:20, 6:2,147:3, 5:3, 39:7 e 40:1 podemos perceber que toda mulher tem uma identidade coletiva, porque nós nos tornamos aquilo que foi iluminado em nós, pelos nossos pais, professores, pelas pessoas mais próximas de nós, ou seja: se eu tenho dois filhos e eu digo: fulano é inteligente, esperto, independente é isso que ele vai se tornar, e se para o outro filho eu digo: esse já é devagar, acomodado, dependente, isso é o que ele vai se tornar.


Tem uma dimensão estruturante no olhar das pessoas mais importantes da nossa vida, principalmente pelo olhar da nossa mãe, aquilo que ela profetizou é o que nos tornamos.


Nós também somos as nossas memórias transgeracionais, o que é isso? As mulheres acham que ela é o que ela construiu, mas não é só isso, nós herdamos informações das nossas famílias desde trejeitos até gosto pessoal, a alma é coletiva, portanto, manifestamos comportamentos e sentimentos que não temos conhecimento. Porque eu ajo assim? Porque eu sinto isso? Esses foram passados dos nossos antepassados. A isso chamamos de memórias familiares.


Como são vistas as mulheres da sua família?

Pense, lembre na sua memória, as mulheres são trabalhadoras, guerreiras, ponta firme, bravas, carrancudas, dispostas, murmuradoras, preguiçosas, autoritárias, mandonas e talvez você possa fazer uma ponte com aquilo que falam das mulheres da sua família e aquilo que você é hoje, ou o que você rejeita na sua família, o que você mais detesta e quando você vê está fazendo a mesma coisa, mesmo querendo não ser ou não fazer é o que mais se repete em você.


Dentro disso temos várias identidades, vamos identifica-las.

Dentro desta identidade feminina e coletiva nós recebemos muitos papéis: mãe, mulher, profissional, amante, esposa, filha, cidadã, sábia (espiritual). A mulher querendo voar, viajar, se divertir, e a esposa tendo tantas responsabilidades, preocupada com o marido, a casa, os filhos.


Existe na nossa vida duas polaridades: desejos e necessidades

Tem gente que pensa que desejo e necessidade são a mesma coisa, mas não são. O desejo olha para um lado, a necessidade olha para o outro lado. As vezes temos um desejo de fazer uma faculdade, uma pós-graduação, desenvolver um grande projeto, mas dentro do nosso coração temos uma necessidade de nos cuidar, de cuidar da nossa saúde. Muitas vezes o que precisamos é diferente do que desejamos.


Precisamos ouvir a nossa necessidade, nutrir a nossa necessidade de nos cuidar, de fazer alguma coisa pra nós mesmas, ou de estar só com o marido, ou ter um tempo de qualidade com os filhos, fazer algo por nós, estar com as amigas, tomar um chá.


Então o que acontece? O nosso cérebro cria a intenção cruzada: a minha cabeça fala eu quero estudar, deslanchar profissionalmente e o meu coração está em outra dimensão. E quando isso acontece eu fico paralisada, duas forças muito fortes desejo e necessidade em direções opostas.


A mente diz, só depois, agora não, e o sentimento fala, eu necessito, eu preciso disso. Então precisamos analisar nossa vida, ver o que está mais energizado e buscar um equilíbrio. A mulher tarefeira é aquela que fica ticando o tempo todo, eu tenho que fazer isso, isso, aquilo, ela fica só cumprindo tarefas, mas ela está muito no desejo do coletivo, cuidar do filho, dos pais, do marido, da casa, na dimensão tarefeira, as necessidades não são escutadas porque ela está desconectada de si mesma, muitas mulheres estão sofrendo, desconectadas das necessidades, a mente está dizendo: eu tenho que, mas seu coração está dizendo: não aguento mais, ele está dizendo: chega.


As mulheres sofrem um sofrimento invisível porque elas não têm quem as escute, elas não têm tempo pra cuidar de si mesmas, mulheres precisam falar porque falando elas se escutam.


Há mulheres que tiveram uma relação muito forte com a mãe tanto de amor como de ódio, a mãe marca a vida da mulher e quando não há cura dos relacionamentos com as mães ou com as mulheres da família, tia, avó, irmãs, as mulheres não tem paz.


As mulheres aprendem a ser mulher com as mulheres que cuidaram delas, e precisa haver uma reconciliação nestes relacionamentos, liberação de perdão para retornar a paz.


É preciso olhar para as nossas questões, enfrenta-las, ninguém preparou a mulher para uma traição, para um luto, para um filho que está nas drogas, mas ela precisa continuar.


A palavra de Deus pode trazer a cura, o perdão, a reconciliação, ela pode reeditar a nossa história e alterar o nosso DNA.

Então é preciso se analisar, é um caminho que você precisa construir dentro de você mesma, desejando ser curada, entendendo o que realmente você é, o que sente, suas atitudes, de onde vem? É preciso dar cem por cento para sua cura.


Analisar a vida e se comprometer a mudar.

Identificar na bíblia versículos que te ajudem em cada dimensão.


Se perguntar:

O que eu posso fazer? Como eu vou fazer? Como vou estar daqui há 1 ano? dois anos?

Depende só de mim.


As nossas dimensões estão totalmente conectadas é preciso haver um equilíbrio entre elas.

Quando você se escuta você abre espaço pra ser feliz e fazer das pessoas ao seu redor mais felizes. Quando há equilíbrio você recebe a cura integral, corpo, alma, espírito

I Tessalonicenses 5:23.


Que Deus em Cristo te abençoe

Pastora Néia Leite

Especialista

ABT 1.0008-SP

Pastora Néia Leite é uma mulher de notável superação e desenvolvimento. Casou-se com o Pastor Valcelí Leite em 1990 e, por uma década, foi proprietária da Clínica Postura em Assis, onde atuou como esteticista e professora de ginástica localizada.

Ordenada pastora em 1998, liderando mais de doze igrejas em capitais brasileiras e outras cidades, incluindo São Paulo, Goiânia, Salvador e Brasília, sendo pastora titular em quatro igrejas, incluindo Taguatinga/DF, Casa Verde/SP, Salvador-IAPI/BA e Lageado/SP.

Seu chamado para o aconselhamento e a cura interior de mulheres e tornou-se uma referência nessa área. Além de sua formação acadêmica em Ciências Contábeis, Educação Física e pós-graduação em Teopsicoterapia, ela está concluindo um MBA em Teoterapia e Competência Emocional.

Lançou os livros "Vencendo o Mal com a Palavra de Deus" e "Sobre Elas", além de criar o Planner Teoterapêutico com frases semanais e meditações mensais.

Atualmente, trabalha profissionalmente no atendimento individual teoterapêutico e lidera quatro grupos de Teoterapia para mulheres.

Ela é mãe de duas filhas, Vitória e Melina, e recentemente se tornou avó de Isaque. Além de suas atividades ministeriais, mantém amizades duradouras e continua a impactar vidas ao redor do mundo através de seu ministério pastoral.


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